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10 setembro 2016

Curiosidades -Manele.

Você sabia que...

Quando Djiu, uma caçadora forte e determinada, após lutar com uma bruxa-vampiro, (strigoi viu) acaba desmaiando numa floresta escura e quando acorda, está em uma vilarejo cigano?
Nesse vilarejo, além de conhecer o belo e envolvente Doru e se ver emaranhada em seus mistérios, Djiu conhece também os personagens da vila e a sensual dança Manele.
Saiba mais no artigo retirado do blog Caravana do vento...

"Mais de dois milhões de ciganos vivem na Romênia e muitos deles ainda são nômades. Apesar da cultura expressiva, a música e a dança variam a cada região. Como durante o governo de Ceaucescu (1965-1989) os ciganos foram proibidos de tocar e dançar suas músicas em público, em muitos lugares eles carregam elementos da cultura romena. Em outros, as danças mais expressivas têm origem entre os ciganos turcos e não são dançadas pelos não-ciganos do país.

Uma das danças mais conhecidas é o chocek ouČoček (adaptação do turco Köçek, “dança de menino”), que pode ser dançado individualmente ou entre homens e mulheres. A dançarina faz passos curtos, tranquilos e precisos, com apenas uma sugestão de ondulação no quadril, e por isso costuma-se dizer que ela baila apenas dentro de sua roupa. Em algumas regiões, é dançada em círculo, sempre marcada pelo movimento dos quadris.
A outra dança, o manea (plur. manele), é um pouco parecido com chocek, mas muito mais sensual, com passos mais rápidos e movimentos mais soltos. A palavra “manea” também tem origem turca, e é uma imitação dos gritos dos vendedores de rua da Turquia, chamados “mane”. Historicamente, o manea foi popular entre os turcos e gregos ricos e na periferia de Bucareste (capital da Romênia). Hoje é muito dançado especialmente em áreas rurais e nas localidades urbanas mais pobres do país, mas também está presente na Bulgária, Sérvia, Albânia e na parte europeia da Turquia. Tradicionalmente, a música traz instrumentos de cordas, como o violino e o violão, e acordeão, mas há também o manele moderno, com mixagens eletrônicas. A dança dos homens é rápida e eles usam o corpo como percussão, batendo mãos e os pés. As mulheres mexem pouco as saias, trabalhando mais os braços, que são levemente levantados para os lados. Os passos são rápidos, elas batem palmas e pés, além de estalar os dedos. Também podem acompanhar a música com voz ou mesmo com pandeiros. Um elemento característico do manea, que a diferencia das outras danças da Romênia, é o uso do o cinto de moedas, muito associado ao oriente médio. O barulho das moedas é feito com o movimento do quadril, que é mais leve do que nas danças árabes. O resultado é uma dança alegre e sensual sem o caráter explícito da dança do ventre."

*Fonte Caravana do vento - https://caravanadovento.wordpress.com/2013/05/20/bailando-na-romenia/


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08 setembro 2016

Curiosidade - Elizabeth Bathory

Você sabia que...


Para criar um de meus personagens malvados no livro Caçadores - Vale da morte eu usei a lendária figura de Elizabeth Bathory? 
bathory_bath
A condessa Elizabeth Bathory vieu de fato e existem (ao menos existiram, segundo um padre Jesuita) documentos que comprovam o julgamento da terrível condessa de sangue, como é conhecida por muitos.
Nascida em 1560, filha de pais de famílias aristocráticas da Hungria, Elizabeth cresceu numa época em que as forças turcas conquistaram a maior parte do território Húngaro, sendo campo de batalhas entre Turquia e Áustria. Vários autores consideram esse o grande motivo de todo o seu sadismo, já que conviveu com todo o tipo de atrocidades quando criança, vendo inclusive suas irmãs sendo violentadas e mortas por rebeldes em um ataque ao seu castelo. Ainda durante sua infância, ficou sujeita à doenças repentinas acompanhadas por uma intensa ira e comportamento incontrolável, além de ataques epiléticos. Teve uma ótima educação, inclusive sendo excepcional pela sua inteligência. Falava fluentemente húngaro, latim e alemão. Embora capaz de cometer todo tipo de atrocidade, ela tinha pleno controle de suas faculdades mentais.
Aos 14 anos engravidou de um camponês, e como estava noiva do Conde Ferenc Nadasdy, fugiu para não complicar o casamento futuro; que ocorreu em maio de 1575. Seu marido era um oficial do exército que, dentre os turcos, ganhou fama de ser cruel. Nos raros momentos em que não se encontrava em campanha de batalha, ensinava a Elizabeth algumas torturas em seus criados indisciplinados, mas não tinha conhecimentos da matança que acontecia na sua ausência por ação de sua amada esposa.
Quando adulta, Elizabeth tornou-se uma das mais belas aristocratas. Quem em sua presença se encontrava, não podia imaginar que por trás daquela atraente mulher, havia um mórbido prazer em ver o sofrimento alheio. Num período em que o comportamento cruel e arbitrário dos que mantinham o poder para com os criados era algo comum, o nível de crueldade de Elizabeth era notório. Ela não apenas punia os que infringiam seus regulamentos, como também encontrava motivos para aplicar punições e se deleitava na tortura e na morte de suas vítimas; muito além do que seus contemporâneos poderiam aceitar. Elizabeth enfiava agulhas embaixo das unhas de seus criados. Certa vez, num acesso de raiva, chegou a abrir a mandíbula de uma serva até que os cantos da boca se rasgassem. Ganhou a fama de ser "vampira" por morder e dilacerar a carne de suas criadas. Há relatos de que numa certa ocasião, uma de suas criadas puxou seu cabelo acidentalmente aos escová-los. Tomada por uma ira incontrolável, Bathory a espancou até a morte. Dessa forma, ao espirrar o sangue em sua mão, se encantou em vê-lo clarear sua pele depois de seco. Daí vem a lenda de que a Condessa se banhava em sangue para permanecer jovem eternamente.
Acompanhando a Condessa nestas ações macabras, estavam um servo chamado apenas de Ficzko, Helena Jo, a ama dos seus filhos, Dorothea Szentos (também chamada de Dorka) e Katarina Beneczky, uma lavadeira que a Condessa acolheu mais tarde na sua sanguinária carreira.
Nos primeiros dez anos, Elizabeth e Ferenc não tiveram filhos pela constante ausência do Conde. Por volta de 1585, Elizabeth deu à luz uma menina que chamou de Anna. Nos nove anos seguintes, deu à luz a Ursula e Katherina. Em 1598, nasceu o seu primeiro filho, Paul. A julgar pelas cartas que escreveu aos parentes, Elizabeth era uma boa mãe e esposa, o que não era de surpreender; visto que os nobres costumavam tratar a sua família imediata de maneira muito diferente dos criados mais baixos e classes de camponeses.
Um dos divertimentos que Elizabeth cultivava durante a ausência do conde, era visitar a sua tia Klara Bathory. Bissexual assumida e muito rica e poderosa, Klara tinha sempre muitas raparigas disponíveis para ambas "brincarem".
Em 1604 seu marido morreu e ela se mudou para Viena. Desse ponto em diante, conta a história que seus atos tornaram-se cada vez mais pavorosos e depravados. Arranjou uma parceira para suas atividades, uma misteriosa mulher de nome Anna Darvulia (suposta amante), que lhe ensinou novas técnicas de torturas e se tornou ativa nos sádicos banhos de sangue. Durante o inverno, a Condessa jogava suas criadas na neve e as banhava com água fria, congelando-as até a morte. Na versão da tortura para o verão, deixava a vítima amarrada banhada em mel, para os insetos devorarem-na viva. Marcava as criadas mais indisciplinadas com ferro quente no rosto ou em lugares sensíveis, e chegou a incendiar os pêlos pubianos de algumas delas. Em seu porão, mandou fazer uma jaula onde a vítima fosse torturada pouco a pouco, erguendo-a de encontro a estacas afiadas. Gostava dos gritos de desespero e sentia mais prazer quando o sangue banhava todo seu rosto e roupas, tendo que ir limpar-se para continuar o ato.
Quando a saúde de Darvulia piorou em 1609 e não mais continuou como cúmplice, Elizabeth começou a cometer muitos deslizes. Deixava corpos aos arredores de sua moradia, chamando atenção dos moradores e autoridades. Com sua fama, nenhuma criada queria lhe servir e ela não mais limitou seus ataques às suas servas, chegando a matar uma jovem moça da nobreza e encobrir o fato alegando suicídio.
As investigações sobre os assassinatos cometidos pela Condessa começaram em 1610. Foi uma excelente oportunidade para a Coroa que, há algum tempo, tinha a intenção de confiscar as terras por motivos de dívida de seu finado marido. Assim, em dezembro de 1610 foi presa e julgada. Em janeiro do ano seguinte foi apresentada como prova, anotações escritas por Elizabeth, onde contava com aproximadamente 650 nomes de vítimas mortas pela acusada. Seus cúmplices foram condenados à morte e a Condessa de Bathory à prisão perpétua. Foi presa num aposento em seu próprio castelo, do qual não havia portas nem janelas, só uma pequena abertura para passagem de ar e comida.
Ficou presa até sua morte em 21 de agosto de 1614. Foi sepultada nas terras de Bathory, em Ecsed. O seu corpo deveria ter sido enterrado na igreja da cidade de Csejthe, mas os habitantes acharam repugnante a idéia de ter a "Infame Senhora" sepultada na cidade.
Até hoje, o nome Erzsebet Báthory é sinônimo de beleza e maldade para os povos de toda a Europa.
*Fonte http://www.spectrumgothic.com.br/contato.htm

A banda Ghost, uma das atrações do Rock in Rio 2013, fez uma homenagem à condessa em uma de suas canções.




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07 setembro 2016

Curiosidades




Muita gente não sabe, mas a floreta de Hoia Baciu, onde acontece parte do meu livro, existe de fato e até é conhecida como " O triangulo das bermudas da Romênia".
Localiza no condado romeno de Cluj, a floresta é conhecida como assombrada e a rica em lendas, além, é claro das famosas histórias ambientadas na Transilvânia.
Além das macabras histórias relacionadas com a floresta Hoia-Baciu existem ainda lendas locais que mencionam túneis subterrâneos e catacumbas que ligariam as antigas igrejas da cidade, (vocês lerão também em meu livro sobre a misteriosa catacumba dos crânios) e até mesmo a presença de um monstro no lago vizinho de Tarniţa. (mas no meu livro não falo sobre o lago)
Extremamente assutador, o local fechado por árvores possui uma reputação de ser um vórtice ativo, tendo acontecido diversas atividades paranormais, e conta-se sobre encontros com extraterrestres, fantasmas, aparições, rostos identificados em fotografias que não eram visíveis a olho nu, e, na década de 1970, os avistamentos de OVNIs.
Visitantes relatam sofrer de grande ansiedade na floresta e a sensação de estar constantemente vigiado, muitos dos visitantes acabam saindo da floresta com estranhas erupções na pele. Além disso, a vegetação local apresenta formas bizarras e em alguns casos existe uma estranha carbonização de troncos e tocos de árvores. Algumas pessoas, entre elas o biólogo Alexandru Sift, afirmam que a madeira é dessas árvores é extremamente dura, sendo difícil de corta-las mesmo usando um machado. Os equipamentos eletrônicos costumam apresentar mal funcionamento dentro da densa e misteriosa floresta.

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e depois me conte o que achou.