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30 junho 2014

O grande incêndio

- Jura que ele sentou do seu lado? – perguntou novamente Sarah.
- Estou te falando Sa, ele simplesmente sentou e pediu desculpas por ter olhado meu desenho. E olha que aquilo estava um horror – lembrou de repente Vera. – Aquele desenho era só uns rabiscos e ainda assim ele elogiou, dá pra acreditar?
- Nossa, estou nude. – Sarah suspirou
- Eu também amiga. Ainda não acredito. Mas pelo menos me tirou a imagem da Azeda dizendo: estou muito decepcionada com você Vera, antes uma menina exemplar...
Ambas caíram na gargalha. Azeda era o trocadilho que faziam com o nome da professora Azera.
Sarah era a melhor amiga de Vera. Quando está perdeu o pai, Sarah ficou a seu lado o tempo todo e até passou algumas semanas em sua casa, dormindo na mesma cama e consolando quando está chorava.
Sarah tinha a mesma idade de Vera, 17, e era uma moça negra muito linda com lábios levemente proeminentes e olhos muito vivazes, o quê chamava a atenção dos rapazes. Raquel, de pele branca e cabelos claros, assim como seus olhos, sentia-se uma branquela sem graça ao lado da amiga, mas a amizade das duas era mais forte que qualquer coisa.
- E aquela Diana jogando o cabelo. – risos- Totalmente sem noção... espera um segundo... – disse Vera à amiga.
Um forte cheiro de queimado invadiu seu quarto quase com a mesma precisão com que sua mãe gritava por ela.
- Droga. Preciso desligar, acho que a casa está pegando fogo. – Vera brincou
- Está tudo bem amiga? - Sarah perguntou preocupada
 - Sim. Acho que sim. Deve se Joana queimando nosso almoço. Depois nos falamos...
- Vera corre, está pegando fogo. – dessa vez a voz de Raquel pareceu mais estridente e assustada que de costume, o quê fez com que Vera corresse
Vera saiu rapidamente de seu quarto e ao chegar ao topo da escada encontrou-se com uma negra fumaça que saia da sala e chegava aos primeiros degraus da escada.
- Mãe. o quê está acontecendo? – Vera gritou. Definitivamente aquilo não estava parecendo um almoço queimado.
- Filha não desça pelas escadas. Tente a janela.
Realmente a janela não era uma boa escolha. Estava no andar de cima, a uma altura de seis metros do chão. Subitamente desesperou-se.

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